Prefeitura de SP aumenta gratificação a PMs que atuam na Operação Delegada

Agentes de folga que patrulham regiões consideradas estratégicas, como a Cracolândia, receberão extra de 30% por hora trabalhada

A prefeitura de São Paulo e o governo do Estado anunciaram medidas conjuntas voltadas para a segurança e ocupação do Centro da capital. As iniciativas envolvem levar serviços públicos e privados para a região e fortalecer a chamada Operação Delegada, que permite aos policiais militares de folga atuarem no patrulhamento das ruas. 

Os anúncios foram feitos na tarde da última sexta-feira (8), quando o prefeito Ricardo Nunes sancionou a lei municipal 511/2023, que garante acréscimo de 20% por hora trabalhada na gratificação dos policiais que atuam na Operação Delegada. 

Para o efetivo que atua em período noturno, das 22h às 6h, será acrescido mais 20%. Já os policiais que patrulham regiões consideradas estratégicas pela prefeitura, como a Cracolândia, ganharão um adicional de 30% a cada hora trabalhada. 

Segundo a prefeitura, com os novos valores, soldados, cabos, sargentos e subtenentes passam a receber R$ 328,90 por período de oito horas na Operação Delegada, e oficiais terão direito a remuneração de R$ 394,68 pelo mesmo período. 

Para as regiões estratégicas, os valores são de R$ 427,56 para praças e R$ 513,08 para oficiais. Já os adicionais noturnos ficam em R$ 394,68 e R$ 473,61, respectivamente.

Por dia, 2.366 policiais podem atuar na Operação Delegada, sendo que aproximadamente 1.500 são direcionados às nas ruas do Centro.

OCUPAÇÃO DO CENTRO

Também faz parte da ação conjunta a ocupação de prédios da região central pertencentes ao poder público e que hoje estão vazios. 

O governo de São Paulo disponibilizou à prefeitura o antigo prédio do Instituto de Previdência do Estado, na Praça Bráulio Gomes, e o edifício Canadá, na Rua XV de Novembro. 

Uma das possibilidades é que esses endereços sejam ocupados pela Secretaria Municipal da Educação, que hoje funciona na Vila Mariana, na zona Sul.

A prefeitura, por sua vez, ofereceu ao governo do Estado dois edifícios na Rua Conselheiro Crispiniano, próximos à Praça Ramos de Azevedo, que já abrigam o antigo Cine Marrocos e uma loja da Kalunga. 

A gestão Tarcísio deve lançar edital para interessados do setor privado que queiram abrir hotel ou centro cultural nos endereços. 

ACSP

Roberto Mateus Ordine, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), participou do evento no qual foram feitos os anúncios para aumentar a segurança da região central. “Tenho certeza absoluta de que esses avanços trarão para o Centro a segurança que precisamos para esse momento de festas de final de ano. Nós, da ACSP, temos orgulho de fazer parte desta iniciativa junto ao governo e à prefeitura”, comentou o dirigente.

Crédito texto: Estadão Conteúdo

IMAGEM: Felipe Denuzzo/DC