O centro histórico de São Paulo acaba de ganhar um novo espaço verde em um de seus pontos mais emblemáticos. A Prefeitura entregou o Bosque Suiriri, implantado sob o Viaduto Santa Ifigênia, monumento centenário que passou pela maior reforma de sua história, com recuperação da sua estrutura, segurança e valor arquitetônico.
Localizado abaixo do viaduto e ao lado da Avenida Prestes Maia, o novo bosque urbano integra as ações de revitalização do centro e demonstra como a preservação do patrimônio histórico pode caminhar lado a lado com iniciativas ambientais, qualificando a paisagem e a qualidade de vida em uma das regiões mais movimentadas da cidade.
Na última segunda-feira (5), a área recebeu o plantio de 500 mudas, cuidadosamente selecionadas para se adaptarem às condições específicas do local. Como a estrutura do viaduto projeta sombra constante sobre o terreno, as espécies escolhidas são adequadas à meia-sombra, garantindo o desenvolvimento saudável da vegetação.
A ação foi realizada pela Prefeitura de São Paulo com a participação de representantes da sociedade civil ligados à revitalização da região central e do Pedra 90, coletivo de plantadores voluntários que atua na ampliação das áreas verdes da cidade.
“Você tem a sensação de que a transformação está sendo completa. Não adianta revitalizar uma região inteira e deixar alguns pontos de fora. Este terreno, entre grandes avenidas, não tinha outra vocação a não ser trazer mais verde, melhorar a qualidade do ar e ajudar na absorção da água da chuva, especialmente em uma área com intenso tráfego de veículos”, destacou Marcone Moraes, fundador da associação Pró-Centro.
Entre as espécies plantadas, um dos destaques é o araçá-vermelho, árvore nativa da Mata Atlântica conhecida por seus frutos e pela capacidade de atrair aves. Além de embelezar a paisagem para moradores e turistas, o Bosque Suiriri contribuirá para a redução da temperatura local, a melhoria da drenagem urbana e o aumento da biodiversidade no centro da capital.
Para Eduardo Paziam, conhecido como o jardineiro da República, iniciativas como essa têm impacto direto na vida da população. “É fundamental para a nossa qualidade de vida. Não é só uma questão estética, mas de saúde. Em uma metrópole como São Paulo, o verde é essencial para garantir ar mais puro e bem-estar para quem vive aqui”, afirmou.
Bosques Urbanos
Os bosques urbanos são áreas públicas transformadas em pequenas florestas com o objetivo de ampliar a permeabilidade do solo, recuperar ecossistemas, reconstituir habitats naturais e aumentar a cobertura vegetal da cidade. Também funcionam como importantes aliados no enfrentamento das mudanças climáticas, ao reduzir a poluição do ar e ajudar no sequestro de carbono.
“O bosque tem características específicas: é uma área com maior adensamento vegetal e, por isso, inicialmente fechada à visitação. Em muitos casos, são locais de difícil acesso, como este, ao lado de uma grande avenida. No futuro, o espaço poderá receber visitas com caráter educativo”, explicou o secretário das Subprefeituras, Fabricio Cobra.
Atualmente, a cidade conta com 10 bosques urbanos implantados, enquanto outros 28 estão em fase de implantação em diferentes regiões. Os endereços podem ser consultados aqui.
Entre as espécies arbóreas utilizadas nos bosques estão ipês, guajuvira, guanandi e mirindiba-rosa. A cada sete árvores plantadas, é possível sequestrar aproximadamente uma tonelada de carbono ao longo dos primeiros 20 anos de crescimento, contribuindo diretamente para a mitigação dos efeitos do aquecimento global.
Crédito texto e imagem: Site #TODOSPELOCENTRO